Pará registrou mais de 5 mil casos de tuberculose em 2024
Written by Redação on 28 de março de 2025
Dados recentes da Secretaria Estadual de Saúde Pública do Pará (Sespa) mostram que, em 2024, quase 5.600 pessoas foram diagnosticadas com tuberculose no estado, sendo mais de 1.600 apenas em Belém. Nos dois primeiros meses deste ano, já foram registrados 137 novos casos, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).
Ainda segundo a Sespa, em 2022, o estado teve mais de 4.980 casos de tuberculose. Em 2023, esse número aumentou para 5.084 novos casos. O levantamento aponta que a maioria das pessoas afetadas pela doença são homens jovens, especialmente na faixa etária de 25 a 34 anos. Dentre os casos registrados, 67% eram do sexo masculino. Além disso, em Belém, foram contabilizados 125 óbitos por tuberculose apenas em 2024, conforme dados da Sesma.
Diante desse cenário e em razão do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, que foi celebrado no dia 24 de março, o Grupo Para Valorização, Integração e Dignificação do Doente de AIDS (Paravidda), em parceria com a Sespa, organizou ontem um evento para conscientizar a população sobre a doença. O evento foi aberto ao público em geral, além de profissionais de saúde e lideranças comunitárias.
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“Infelizmente, a relação entre tuberculose e HIV faz com que a tuberculose seja a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV. Aqui na Paravidda, como uma casa de apoio que lida diretamente com essa questão, nos preocupamos muito com isso”, disse o presidente da ONG, Jair Santos.
Sandro Martins, um autônomo de 55 anos, faz acompanhamento na instituição há mais de 20 anos. Ele compartilha que sempre participa das atividades oferecidas. “Eu sempre estou presente nas programações. Infelizmente, as pessoas ainda têm muito preconceito em relação ao HIV. Aqui, todos nós enfrentamos a mesma situação, então ninguém é melhor do que ninguém. Todos somos iguais. Este é um espaço onde podemos conversar, nos informar e receber orientações sobre nossos direitos e cuidados com a saúde. É importante que essas informações sejam de conhecimento público e que as secretarias de saúde ouçam nossas demandas, afirma.
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