Lito Sousa: Itamaraty aciona embaixadas para tratamento experimental
Written by Redação on 26 de agosto de 2026
O governo brasileiro intensificou a busca por alternativas experimentais para o tratamento do influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e atualmente sem tratamento eficaz.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que acionou embaixadas brasileiras em países que possuem pesquisas relacionadas à doença, na tentativa de viabilizar a participação de Lito em estudos clínicos.
A mobilização acontece enquanto a família busca uma alternativa diante da rápida evolução do quadro. A inclusão em qualquer pesquisa, porém, depende dos critérios médicos e das regras estabelecidas pelos responsáveis pelos estudos.
Ministério da Saúde pede inclusão em estudo nos EUA
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou na terça-feira (25/08) que a pasta formalizou um pedido para que Lito seja incluído na triagem de um estudo experimental realizado nos Estados Unidos e ligado à Universidade Harvard.
Quer saber mais notícias sobre o influenciador Lito Sousa? Acesse nosso canal no WhatsApp
Segundo Padilha, esse é o único estudo clínico ativo identificado pelo Ministério da Saúde, até o momento. Os responsáveis pela pesquisa deverão avaliar se o influenciador atende aos critérios de participação, além das exigências previstas no protocolo e das autorizações regulatórias.
Família recebeu negativas de instituições
Antes da mobilização do governo, a família de Lito havia procurado instituições no exterior em busca de acesso a tratamentos experimentais.
Uma das principais possibilidades era o estudo da Ionis Pharmaceuticals, que avalia o medicamento experimental ION717. A empresa informou que a pesquisa está fechada para novos participantes e que, neste momento, não é possível disponibilizar o medicamento por meio de uso compassivo.
Doença de Creutzfeldt-Jakob
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição neurodegenerativa rara associada ao acúmulo de proteínas anormais, chamadas príons, no cérebro. A doença provoca uma deterioração progressiva das funções cognitivas e motoras e, atualmente, não possui tratamento capaz de interromper sua evolução