Documentário revela vozes dos povos originários

Publicado em 16 de abril de 2024

Na próxima terça-feira, dia 23 de abril, a Caixa Cultural Brasília será palco da estreia do documentário intitulado “O chamado do cacique: herança, terra e futuro”. O evento, que ocorrerá das 18h às 22h, também contará com a exibição de curtas-metragens de artistas indígenas, incluindo “Artesanato”, “Memórias nas coisas do vovô” e “Menire djapej: o trabalho das mulheres”.

Esta cerimônia de lançamento coincide com o Acampamento Terra Livre, que ocorrerá de 22 a 26 de abril em Brasília, e o Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas, de 15 a 26 de abril em Nova York. Entre os convidados confirmados, destaca-se a presença do cacique Raoni Metuktire, líder da etnia Mebêngôkre (Kayapó), juntamente com representantes do governo, Judiciário, cientistas e membros da sociedade civil.

O filme, produzido pelo projeto Amazoniar do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em colaboração com o Instituto Raoni, foi gravado durante uma reunião realizada em julho do ano passado pelo cacique Raoni. Este encontro reuniu diversos povos indígenas na aldeia Piaraçú, no Mato Grosso, com o objetivo de discutir o futuro do planeta.



“O chamado do cacique” celebra a jornada do cacique Raoni em defesa dos direitos humanos, destacando a importância do diálogo entre povos indígenas e não indígenas. O documentário também destaca as histórias pessoais que evidenciam a importância dos povos originários e aborda as ameaças enfrentadas por essas comunidades em relação aos seus direitos e cultura. Além disso, o filme discute a transição para uma nova geração de líderes e o papel emergente das mulheres indígenas na liderança.

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Lucas Ramos, coordenador do Amazoniar no IPAM e diretor do documentário, compartilha: “Os povos originários mantêm uma relação íntima com seus territórios e são essenciais para que o país e o mundo se adaptem às mudanças climáticas. Eles estão dispostos a contribuir com a solução. Contudo, para oferecer essa contribuição à humanidade, precisam que seus direitos, territórios e tradições sejam respeitados.”

“Ao produzir o documentário, nosso objetivo no Amazoniar foi contribuir para que os indígenas brasileiros projetem suas vozes e levem o chamado do cacique mais longe, para que todos somem à luta pelos direitos dos indígenas e, por consequência, contribuam para o equilíbrio climático mundial”, acrescenta Ramos.

Após o lançamento na Caixa Cultural Brasília em 23 de abril, as produções audiovisuais continuarão a ser exibidas nos dias 24, 25 e 26. Este evento não apenas marca o lançamento de um filme, mas também representa um convite para reflexão e ação em prol dos direitos e da preservação das culturas dos povos indígenas, e, consequentemente, para o equilíbrio ambiental global.


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