Banda de metal cristão processa Netflix por “Guerreiras do K-pop”
Written by Redação on 23 de agosto de 2026
A banda de metal cristão Demon Hunter abriu um processo contra a Netflix por causa do título original de “Guerreiras do K-pop”, lançado internacionalmente como “K-Pop Demon Hunters”. De acordo com o grupo, o nome da animação teria gerado confusão entre consumidores e prejudicado a marca, especialmente após o sucesso mundial da produção.
A ação foi apresentada pela Hyde Lane, empresa que administra a banda, contra a Netflix Studios e a promotora AEG Presents. Segundo a petição, o filme, os produtos licenciados e uma futura turnê global criam uma sobreposição significativa com as atividades da Demon Hunter, que atua há cerca de 25 anos no mercado musical.
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Ainda segundo os advogados da banda, a animação “alcançou níveis sem precedentes de sucesso, não apenas como filme no serviço de streaming da Netflix, mas também como álbum da trilha sonora e dos produtos licenciados”.
Como exemplo da suposta confusão, a defesa apresentou o caso de uma fã que teria gasto US$ 500 em ingressos para um show em Albany, Nova York, acreditando que se tratava de uma apresentação ligada ao filme. “Há algum jeito de me devolverem o dinheiro ou me darem um crédito?”, perguntou a pessoa, segundo o site Complex. “Se eu não conseguir o reembolso, não vou conseguir comprar ingressos para o show de verdade”, argumentou.
O “The Guardian”, jornal diário britânico, também divulgou que um produtor de televisão teria procurado a equipe da banda por acreditar que havia uma relação entre o grupo e a animação.
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Ainda de acordo com o processo, a Hyde Lane registrou a marca “Demon Hunter” em 2022 para música gravada e mercadorias, além de buscar proteção para apresentações ao vivo. Já a Netflix registrou “K-Pop Demon Hunters” em diferentes categorias comerciais somente após o registro feito pela empresa que administra a banda.
Na Justiça, a banda quer impedir a Netflix de utilizar “KPop Demon Hunters” em músicas, produtos licenciados e na divulgação de apresentações ao vivo. Além disso, o grupo também solicita uma indenização, mas ainda não definiu o valor.