Ananindeua: anexo de escola está em condições precárias
Written by Redação on 26 de fevereiro de 2025
Alunos do anexo da Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldemar Mendes, no Icuí-Guajará, enfrentam condições precárias de ensino. Trabalhadores da educação e responsáveis de mais de 350 crianças relatam situações insalubres que colocam em risco a capacidade de aprendizado dos alunos. Com aluguel atrasado por sete meses, a Prefeitura de Ananindeua prolonga a precarização da escola, que está sem previsão de reformas. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará tem acompanhado o caso de perto, mas não tem retorno da gestão municipal.
Anexo escolar é um espaço improvisado para atender a demanda por vagas em uma escola, um artifício da prefeitura para não construir uma nova unidade, mas aproveitar uma propriedade privada para atender provisoriamente a comunidade.
Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp-Ananindeua), a escola funciona no prédio do antigo “Clube das Mães” da comunidade do Icuí. Devido o aumento da demanda por vagas na escola do bairro, o prédio passou a abrigar o atual anexo por um aluguel de R$3.500, valor considerado insuficiente para que o proprietário do imóvel arque com as manutenções necessárias. Atualmente, o aluguel está atrasado por sete meses consecutivos.
“Como não é um prédio público, a prefeitura diz que não pode botar um prego. Segundo o que dizem, porque a gente nunca teve acesso ao contrato, está previsto que o locatário é responsável pela manutenção. Mas o pessoal que aluga diz que, como a prefeitura paga atrasado, não consegue fazer a manutenção. Esse atraso também é constante em outros anexos, como é o caso da Escola Nossa Senhora Auxiliadora, onde o proprietário reclama de onze meses de atraso no aluguel”, revelou o coordenador geral do Sintepp Ananindeua, Antônio Seabra.
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A falta de manutenção resultou em diversos problemas na estrutura do prédio, que está em condições precárias e insalubres. “São problemas de toda ordem. No telhado, as salas não têm forro e as telhas são afastadas, quando chove, as salas inundam. Tem a parte lateral que é aberta para entrar ventilação, mas quando chove também molha as carteiras, o material das crianças. Tem a caixa d’água que vira e mexe a escola fica sem água por conta da queima da bomba. Tem problemas de fiação elétrica exposta, o banheiro não tem divisória”, expõe o porta-voz do Sintepp Ananindeua.
Mas os problemas não acabam por aí. Conforme informações da vistoria do Sintepp Ananindeua, as panelas, fogão e freezer, assim como o corrimão da escada estão todos enferrujados. O reboco das paredes está caindo, enquanto as salas têm iluminação precária para que os alunos estudem. Além disso, a água do esgoto retorna para dentro da escola em dias de chuva, revelando também um problema da tubulação. Ainda dentro da escola, dois botijões de gás são armazenados de forma inadequada debaixo de uma escada, trazendo perigo para as crianças.
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“Nós já cobramos diversas vezes, pedimos por meses uma negociação, falamos com a secretária, mas a prefeitura não toma nenhuma atitude. Nós como sindicato, como representante dos trabalhadores da educação pública, esperamos a resolução do problema. A gente quer que o trabalhador tenha uma condição digna de trabalho, e, lógico, o benefício dos alunos. Nosso local de trabalho é a escola, ou a prefeitura constrói uma outra escola ou faz uma permuta com a comunidade para poder reformar esse espaço que, de fato, está precisando”, finaliza Antônio Seabra, do Sintepp Ananindeua.