#TBT: A história da paraense que encantou astro de Hollywood

Publicado em 25 de maio de 2023

O ator australiano (radicado nos Estados Unidos) Errol Flynn foi um galã de Hollywood que viveu entre 1909 e 1959.

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Durante a breve vida, o ator ficou conhecido por interpretar filmes como Capitão Blood (Capitain Blood, 1935) e As Aventuras de Robin dos Bosques (The Adventures of Robin Hood, 1938). 

Em junho de 1940, Errol veio ao Brasil, passando pela cidade de Belém e seguindo por Recife, Bahia e Rio de Janeiro.

Segundo uma crônica escrita por Antonio Contente e publicada no Correio Popular, uma paraense fez o galã de cinema perder a noção do tempo nas únicas duas noites em que esteve na capital paraense,  durante o auge da fama. 

A fama da mulher teria marcado a vida dos jovens da capital paraense no começo dos anos 50. 

Como conta a crônica, ela se chamava Raimunda Bastos, que ficou conhecida como “a mulher do Errol Flynn” após ter seus serviços contratados por ele: era profissional na pensão “Quadrilátero do Pecado”, que ficava na “zona do meretrício” de Belém, na época. 

Mas como veio parar em Belém?

Diz o cronista que o astro americano possuía um iate, e, apesar do conflito que se desdobrava na Europa, navegava pelas águas do Caribe à bordo.

Desta forma, ele e a tripulação chegaram a Belém por volta de 1941, antes de os americanos participarem da guerra, ancorando o iate no entorno do porto da capital.

Certa noite, o ator decidiu explorar certos pontos da cidade. Foi quando chegou ao “quadrilátero do pecado”, após enviar um grupo que organizou o local antes de sua visita.

Na pensão, fechada especialmente para o astro naquela ocasião, todas as profissionais foram colocadas de costas para a parede, para que Errol escolhesse com quem iria passar a noite. 

O jornalista conta que a escolhida foi a bela morena Raimunda Bastos, que se parecia muito com Thereza Collor. O casal permaneceu no quarto até a noite do outro dia, perdendo a noção do tempo nos encantos da paraense. 

O acontecimento teria mudado a vida da “mulher do Errol Flynn”, que pela fama, atendia uma clientela selecionada, geralmente vinda de outros estados para comprovar o sucesso. 

O escritor teria presenciado a reação da profissional mediante a falha tentativa de um marinheiro bêbado que queria conhecer seus serviços.

“Tá pensando o que, idiota? Tu achas que essa bainha aqui – batia a mão no meio das pernas – onde o Robin Hood enfiou a espada vai se passar para um tipo da tua laia?”, retrucou a mulher.

Apesar do galã ter morrido aos 50 anos, Raimunda teria aproveitado os longos anos de vida, morrendo aos 80 anos, em uma casa comprada com o dinheiro que Errol lhe deu durante as duas noites de amor.

Se é fato, o DOL não conseguiu comprovar, mas a história já faz parte da cidade. 


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