Bolsonarista que xingou Gilberto Gil pode ser preso no Catar
Written by on 27 de novembro de 2022
Os bolsonaristas que proferiram ofensas contra Gilberto Gil e a esposa dele, no Catar, poderão ficar preso por um ano no país-sede da Copa do Mundo 2022. Isto porque as leis locais são bem mais rígidas que no Brasil. A agressão contra o ex-ministro da Cultura no governo PTista aconteceu na última quinta-feira (24), dia da estreia da seleção brasileira no mundial, no estádio onde a partida foi realizada.
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Pelo artigo 329 do Código Penal do Catar – lei, de 1971, que recebeu emendas em 2004 – o agressor pode, além da prisão, pagar multa por ofender outra pessoa em público.
Lá, é crime “insultar um terceiro em público, endereçando-lhe palavras impróprias que afetem sua honra e dignidade”. Sobre as penas, a lei diz que são de “até um ano de prisão e uma multa de até 5 mil reais qataris, ou uma das duas penalidades”. Convertendo para a moeda brasileira, esse valor corresponderia, atualmente, a R$ 7,4 mil.
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O agressor que atacou Gil e a esposa usava uma camisa da CBF com o nome “Papito Rani”. Ele seguiu o casal aos gritos de “Bolsonaro” e “Vamos, Lei Rouanet”. “Você ajudou o Brasil para c*”, disse ainda o apoiador do candidato derrotado no pleito do dia 30 de outubro, que arrematou os xingamentos como “Obrigado, filho da puta”.
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O casal não reagiu e a segurança local também não tomou nenhuma atitude em relação ao ocorrido.
O Código Penal do Catar é considerado rígido se comparado às leis ocidentais, impondo penas mais severas para crimes que em outros países são considerados leves ou são banalizados. As punições, inclusive, valem para estrangeiros.